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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Botox (toxina botulínica) na odontologia

Esta substância é utilizada na odontologia para normalizar músculo que apresenta hiperfunção melhorando ranger de dentes, sorriso gengival, entre outros problemas.

A Toxina Botulínica, famoso Botox®, conhecida por disfarçar rugas de expressão e flacidez no rosto, age paralisando o músculo que está em hiperfunção, devolvendo-lhe o estado de normalidade.


Para o bruxismo, por exemplo, a toxina botulínica ajuda tanto os pacientes que rangem quanto os que apertam os dentes. A substância é aplicada de cada lado da face, nos principais músculos da mastigação para fazê-los perderem a força excessiva. Ideal para quem não quer mais dormir com a placa protetora nos dentes.

O tratamento também é usado para casos de disfunção de ATM e dor orofacial.

Pacientes que ao sorrirem mostram a gengiva em excesso - chamado sorriso gengival - podem escapar/ livrar-se da cirurgia nos casos em que a distância do lábio até a gengiva não excede três milímetros. Uma pequena aplicação no músculo interno do buço, responsável por tracionar o lábio superior para cima, impede que ele suba e, mantendo-se no lugar, expõe menos a gengiva. A melhora do quadro é notória e não há perda de sensibilidade no lábio superior, nem a sensação de face paralisada.

A toxina botulínica é muito útil ainda na preparação dos músculos da boca do paciente que vai fazer implante dentário. A substância ajuda no relaxamento da musculatura da mastigação, o que favorece a adaptação ao uso de próteses dentárias.

Assim como acontece quando usado para fins estéticos, pela Medicina, a toxina botulínica na odontologia também tem duração de seis meses e precisa ser reaplicado para continuidade do bom resultado.

Fonte: slmandic.edu.br

E aí? Ficou com alguma dúvida? Escreva aqui pra nós, que teremos o prazer em respondê-la e enriquecer ainda mais a discussão sobre o assunto! Gostou do post? Compartilhe com seus amigos!

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Odontologia do Sono:


A Medicina do Sono teve seu início há cerca de 50 anos, quando foi possível demonstrar, através de equipamentos específicos, que o corpo humano não fica totalmente desligado durante o sono e que esse é um rico momento fisiológico onde acontecimentos fundamentais à saúde têm o seu lugar. Como pontos marcantes, em 1929 o neuropsiquiatra alemão Hans Berger fez registros de eletrocilogramas em humanos e o registro gráfico resultante foi denominado eletroencefalograma ou EEG. Nos anos de 1937, 1938 e 1939, os fisiologistas americanos Loomis, Harvey e Hobart realizaram o primeiro estudo sistemático dos padrões eletroencefalográficos durante o sono humano. Em 1970 a Universidade de Stanford (Califórnia – EUA) criou o primeiro Centro do Sono.


Através da Medicina do Sono, com participação recente da Neurociência, ficou ainda mais comprovada a importância do sono no ciclo diário de vida (ciclo circadiano) dos seres humanos e foram desvendadas as causas de alguns de seus distúrbios. Como alguns dos distúrbios do sono possuem sua origem em estruturas localizadas no trato respiratório superior, não tardou à Odontologia, juntamente com Psicólogos, Assistentes Sociais, Fisioterapeutas, Fonoaudiólogos, Biólogos, Biomédicos, Terapeutas Ocupacionais, Enfermeiros e profissionais da Educação Físicaintegrar a equipe multidisciplinar da Medicina do Sono que busca a conquista de um sono de alta qualidade fisiológica, rotineiramente chamado de “Sono Reparador” (não seria o sono dos justos?). Há cerca de 30 anos a Odontologia participa da Medicina do Sono oferecendo tratamento com excelentes resultados aos distúrbios do sono.

A odontologia do sono é uma área da medicina do sono voltada ao tratamento de um dos mais comuns distúrbios do sono – ronco e apneia obstrutiva do sono –, por meio de aparelhos intraorais individualizado usados pelo paciente na hora de dormir.

Inclui também o tratamento do bruxismo do sono, através de placas intra-orais. É comum ouvir comentários de amigos e parentes a respeito de reações estranhas suas ou de outras pessoas durante o sono.

Além do barulho ensurdecedor provocado pelo ronco, são relatados engasgos, suspiros esquisitos e até paradas respiratórias. O que num primeiro momento é até engraçado representa um sério risco para a saúde e a qualidade de vida de quem ronca ou sofre de apneia do sono. 

FIQUE ATENTO - Para realizar o tratamento da Apnéia do Sono e Ronco de maneira segura e efetiva, o cirurgião-dentista deve ter um profundo conhecimento e embasamento científico na área de Medicina do Sono, de Disfunção Temporomandibular e Oclusão, além de dominar o manejo dos aparelhos intra-orais específicos para a SAOS. 

Por ser de caráter evolutivo, o seu tratamento é para toda vida, portanto uma abordagem incorreta poderá comprometer a qualidade de vida do paciente e causar seqüelas.

Saiba quais as conseqüências da SAOS e como tratá-la, assim você poderá se prevenir e/ou tratar os possíveis danos à sua saúde, à sua vida pessoal e profissional, garantindo qualidade de vida e longevidade.

A seguir virão posts relacionados a este assunto. Fique ligado e não durma no ponto!!

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Compreendendo o estresse e seu efeito sobre a saúde bucal

Nestes tempos de dificuldades econômicas, em que a taxa de desemprego está em seu ponto mais crítico desde a Grande Depressão de 1929, muitos americanos estão sob estresse devido à ansiedade e a problemas de ordem financeira. Não tratado, o estresse pode afetar a mente e o corpo, inclusive a saúde bucal.

O estresse é definido como uma resposta fisiológica do corpo a situações ou problemas que podem afetar negativamente a atitude ou o organismo de uma pessoa. O estresse é dividido em quatro categorias: eustresse, distresse, hipoestresse e hiperestresse.

   * O eustresse é uma forma de estresse positivo. É um estresse motivador e permite que a pessoa conclua seu projeto ou trabalho.
   * O distresse é um estresse negativo que afeta as pessoas através do medo, frustração e, por vezes, raiva.
   * O hipostresse ocorre quando alguém não está sob estresse positivo e pode dar origem a mais problemas, produzindo tédio e desespero.
   * O hiperstresse é o resultado do estresse quando alguém esforça-se em demasia para cumprir prazos.

Quando o estresse ocorre, mais pessoas são afetadas por hábitos pouco saudáveis ou negativos que podem influenciar sua saúde bucal, tais como o uso do tabaco e ou álcool, como afirmou o cirurgião-dentista Dr. David Cochran, PhD, Presidente da Academia Americana de Periodontologia e professor titular do Departamento de Periodontologia do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em San Antonio. Os fatores de risco – tabaco e álcool – podem infuenciar o desenvolvimento das doenças periodontais.

Um estudo publicado no Journal of Periodontology em 2007 mostrou que o estresse interfere na higiene bucal. Cinquenta e seis por cento dos participantes do estudo afirmaram que o estresse havia afetado sua capacidade de escovar os dentes e usar fio dental. Além disso, o hormônio cortisol, que está presente no estresse, acumula-se em níveis crescentes e pode levar à doença periodontal.

O estresse pode afetar a saúde das pessoas, causando os seguintes problemas bucais:

   * Surgimento de aftas – Aftas são pequenas feridas na boca causadas por vírus, bactéria e deficiência do sistema imunológico.
   * ATM/Bruxismo – As pessoas sob estresse podem ter problemas que afetam a articulação temporomandibular, assim como o ranger e apertar os dentes durante o dia ou quando dormem.
   * Boca seca – O estresse pode afetar o nível de salivação. Certos medicamentos podem ter influência sobre o fluxo salivar.
   * Gengivite – Vários estudos mostram que o estresse pode afetar a capacidade de a pessoa realizar uma boa higiene bucal.

Estes são alguns dos problemas que podem ocorrer quando o estresse está presente. Consulte seu dentista, se estiver passando por qualquer um deles. Tente aliviar o estresse ingerindo uma dieta nutritiva, dormindo o número de horas necessário à noite e exercitando-se para reduzir a ansiedade e a tensão decorrentes do estresse.

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Bruxismo



O bruxismo é uma parafunção oral de causa multifatorial, podendo comprometer de diferentes maneiras o sistema ortognático. É um hábito de ranger os dentes, isto é, atritar uma arcada dentária contra outra promovendo um desgaste destrutivo dos dentes durante a noite e/ou apertar dente contra o outro durante o dia. Normalmente este hábito ocorre inconscientemente, não conseguimos ter controle das forças utilizadas nesta parafunção. O bruxismo pode ser observado em todas as faixas etárias e com prevalência semelhante em ambos os sexos. Embora muito observado e estudado em adultos, também é freqüente em crianças durante as dentições decíduas (dente de leite), mista ou permanente.

Não há uma definição exata de como surge o bruxismo. Algumas causas podem levar a ocorrer ou acentuar o bruxismo, tais como: estresse emocional, estresse físico, disfunção e sobrecarga dos músculos mastigatórios, disfunção na articulação temporomandibular, interferência oclusal, perdas dentárias e patologias das vias aéreas superiores.

Além do desgaste dental, o bruxismo pode causar:

  • dor de cabeça;
  • disfunção da articulação temporomandibular (DTM);
  • dor muscular;
  • perda precoce de dentes devido à atrição excessiva e mobilidade;
  • interrupção do sono do indivíduo e de seu companheiro de quarto.


Estudos têm mostrado a estreita relação entre o bruxismo e algumas patologias, como as desordens respiratórias e a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS).

Como Ocorre?

É o ato de atritar e/ou apertar um dente contra o seu antagonista, descarregando muitas vezes fatores emocionais e psicológicos na arcada dentária. O estado emocional do paciente está diretamente relacionado com a hiperatividade muscular. O estresse, depressão, uso de drogas, ansiedade, medo e expectativas incertas sobre o futuro podem desencadear esta atividade parafuncional.

Quando relacionado ao sono, o bruxismo envolve movimentos rítmicos semelhantes ao da mastigação e longos períodos de contração dos músculos mandibulares. Essas contrações, comumente bilaterais, envolvem forças máximas de contrações as quais, em determinados momentos, podem superar aquelas realizadas durante o esforço consciente, apresentando duração suficiente para produzir fadiga e dor muscular. O bruxismo ocorre principalmente durante o estágio 2 de sono não-REM (movimento não rápido dos olhos).

Tratamento

Como o bruxismo não possui uma causa exata, o tratamento é um grande desafio na odontologia.

A forma de terapia mais empregada para o alívio dos sinais e sintomas de disfunção da articulação temporomandibular associados ao bruxismo é a utilização de placas interoclusais. Estas placas são de acrílico a qual o paciente utiliza para dormir e protegem os dentes do desgaste provocado pelo bruxismo. As placas interoclusais reduzem a atividade noturna dos músculos logo após sua colocação. Logo, as placas não resolverão a doença bruxismo, mas minimizarão suas conseqüências.

Em casos em que existem dentes mal posicionados, indicamos o tratamento ortodôntico.

Quando o paciente apresenta desgaste muito grande das estruturas dentárias tendo como conseqüência diminuição da dimensão vertical de oclusão (DVO), ou seja, diminuição da altura de mordida, nesses casos há necessidade de tratamento restaurador seja com restaurações feitas diretamente na boca ou com próteses (coroas, pontes fixas), todos os tratamentos sempre associados com o uso de placa.

Na maioria das vezes, o uso da placa pode estar associado às terapias psicológicas e sessões de fisioterapias.

O tratamento deve ser baseado na redução de tensão psicológica, tratamento dos sinais e sintomas, como o desgaste da estrutura dentária e dores musculares, diminuição da "irritação" oclusal e modificação do padrão neuromuscular habitual.

Caso você ou alguma pessoa de seu convívio tenham bruxismo, procurem um dentista a fim de que ele o examine e o trate antes que haja perda do elemento dental.

Conclusão

O bruxismo é uma doença comum que atinge todos os sexos e idades. Sua ocorrência pode ter fundo psicológico e/ou físico. Seu tratamento, se necessário, deve ser multidisciplinar participando fisioterapeutas, cirurgiões-dentistas e psicólogos, porém a terapia mais empregada são as placas interoclusais miorrelaxantes.


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