Clareamento dental

Aprenda o que podemos e não podemos fazer durante o tratamento de clareamento dental.(Leia mais)

Restauração prateada ou da cor dos dentes?!

Está na dúvida se deve trocar ou não sua restauração de amálgama?(leia mais)

Dente siso

Ter ou não ter? (leia mais)

PIERCING EM TECIDOS MOLES DA BOCA

SEIS MOTIVOS PARA NÃO COLOCAR!

Bicarbonato de sódio

Diga NÃO ao uso caseiro dele!!!

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quarta-feira, 27 de abril de 2016

8 coisas que você precisa saber sobre clareamento:


Muitas são as dúvidas, muitas são as pessoas dando "pitacos" e o mais importante nisso tudo é se informar com uma fonte confiável! 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Entenda cor em odontologia e entenda como seu dente pode ficar após o clareamento:


Ao falarmos de clareamento, falamos de um outro assunto muito importante que é a cor. Afinal, quem nos procura para fazer um tratamento de clareamento está insatisfeito com a cor de seu dente e por isso é de extrema importância entender um pouco a respeito de cor, para saber até onde conseguiremos chegar com o clareamento, e com isso ir quebrando algumas expectativas e mostrar o que é possível.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Laserterapia na odontologia


A palavra laser é um acrônimo com origem na língua inglesa: Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation (Amplificação de Luz por Emissão Estimulada de Radiação), é um dispositivo que produz radiação eletromagnética não ionizante com características muito especiais: ela é monocromática (possui comprimento de onda muito bem definido), coerente (todas as ondas dos fótons que compõe o feixe estão em fase) e colimada (propaga-se como um feixe de ondas praticamente paralelas). É um tipo de fonte luminosa com características bastante distintas daquelas de uma luz fluorescente ou de uma lâmpada comum.

São justamente as características especiais desse tipo de luz que a faz ter propriedades terapêuticas importantes (Laser de Baixa Potência ou Terapêutico) assim como ser utilizada em cirurgias com vantagens muito superiores ao uso do bisturi convencional (Laser de Alta Potência ou Cirúrgico). As radiações ópticas produzidas por esses laseres têm basicamente as mesmas características, porém se trabalha com o laser buscando resultados clínicos bastante específicos.

A célula tem um limiar de sobrevivência, segundo o tecido onde ela está localizada e segundo seu estado fisiológico. Quando trabalhamos respeitando esse limiar de determinada célula, lhe oferecemos uma baixa intensidade de energia, que será utilizada por ela de maneira que irá estimular sua membrana, ou suas mitocôndrias. Dessa forma estaremos induzindo essa célula à biomodulação, ou seja, ela trabalhará buscando um estado de normalização da região afetada, isso se denomina Laserterapia. Sua principal indicação são todos os quadros patológicos onde se gostaria lograr melhor qualidade e maior rapidez do processo reparacional (quadros de pós-operatório, reparação de tecido mole, ósseo e nervoso), quadros de edema instalado (onde se busca uma mediação do processo inflamatório), ou nos quadros de dor (crônicas e agudas). Quando, ao contrário, se oferece uma densidade tão alta de energia a ponto dessa energia transformar-se em dano térmico e ultrapassar o limiar de sobrevivência dessa célula, estaremos utilizando o laser com finalidade cirúrgica, e a isso denominamos Laser Cirurgia.

O comprimento de onda é fator determinante na interação laser-tecido. Corresponde à distância percorrida pela onda em uma oscilação completa, sendo medida em nanometros (nm) e a freqüência de suas oscilações em Hertz (Hz). O comprimento de onda pode variar desde a luz visível até os raios cósmicos e segundo seu meio ativo, onde é gerada a radiação. É o meio ativo, em geral, que dá o nome ao laser determinando sua pureza espectral e seu comprimento de onda, conferindo características diferentes de emissão e de possível ação biológica.
A radiação laser pode ser refletida, transmitida, absorvida ou espalhada (scattering) pelo tecido. A monocromaticidade do laser determina a absorção seletiva por parte dos cromóforos, com resposta afim a um ou a vários comprimentos de onda, fenômeno conhecido como ressonância a uma determinada frequência. Cada comprimento de onda, portanto, terá um tipo diferente de interação segundo o tecido alvo.

A utilização do laser operando com baixa potência tem sido estudada desde os anos 60, sendo Mester (1966) um dos pioneiros em demonstrar seus efeitos na reparação tecidual.

Os efeitos terapêuticos dos lasers sobre os diferentes tecidos biológicos são muito amplos, ao induzir efeitos trófico-regenerativos, antiinflamatórios e analgésicos, os quais se têm demonstrado em estudos tanto in vitro como in vivo; destacando-se os trabalhos que demonstram um aumento na microcirculação local, no sistema linfático, proliferação de células epiteliais e fibroblastos assim como aumento da síntese de colágeno dos fibroblastos. Muitos estudos clínicos foram publicados confirmando esses efeitos observados no laboratório.
O fibroblasto é a célula constituinte do tecido conjuntivo e sua função é formar a substância fundamental amorfa. Tem um citoplasma ramificado e rodeado de um núcleo elíptico contendo 1-2 nucléolos. Os fibroblastos ativos podem ser reconhecidos pela abundante ocorrência de retículo endoplasmático. Amadurece, transformando-se em um fibrócito. É responsável pela biossíntese de colágeno do tipo 1. Produz substância intercelular e origina células de outros tecidos conjuntivos, são responsáveis pela regeneração.
Os fibroblastos sintetizam as proteínas colágeno e elastina, além das glicosaminoglicanas e glicoproteínas multiadesivas que farão parte da matriz extracelular. Essas células estão também envolvidas na produção de fatores de crescimento, que controlam o crescimento e a diferenciação celular. Os fibroblastos são as células mais comuns do tecido conjuntivo e são capazes de modular sua capacidade metabólica, a qual vai refletir em sua morfologia. As células com intensa atividade de síntese são denominadas de fibroblastos, enquanto as células metabolicamente quiescentes são conhecidas como fibrócitos.



Os estudos in vitro sobre fibroblastos descrevem um efeito proliferativo e/ou ativador da síntese protéica, dependendo das características e parâmetros do laser utilizado como: comprimento de onda, forma de emissão, densidade de potência e densidade de energia utilizadas. Muitos autores trabalharam in vitro com fibroblastos, principal célula responsável na reparação. Estes estudos se correlacionam com outros in vivo que mostraram efeitos, tal como a redução do tempo de cicatrização de feridas dentro do estrato cutâneo e de mucosas. A reparação tecidual é um processo complexo que envolve atividade local e sistêmica do organismo, sendo os fibroblastos uma das células diretamente envolvidas nesse complexo processo.

A ação dos diferentes comprimentos de onda no metabolismo celular vem sendo estudada por diferentes autores. Já se sabe que as ações desses lasers variam segundo a posição que ocupam no espectro de radiações eletromagnéticas, e que a ação sobre as células é diferente para os comprimentos de onda infravermelhos e para os visíveis (vermelho), porém, a resposta clínica não varia intensamente. (mais abaixo falaremos mais sobre isso)

Conceito de Foto-bioativação

O laser operando em baixa potência foi um Bioestimulador, e por isso, por um determinado período de tempo, encontramos na literatura essa terminologia utilizada como sinônimo para designar esse tipo de laser, que também era chamado de laser de bioestimulação. Ainda não se conhecia muito bem seu mecanismo de ação nessa época, e o que se observava era que os terapeutas tinham excelentes resultados no tratamento de feridas e úlceras abertas, estimulando seu processo de cicatrização. Porém, com o passar do tempo, essa terapia começou a ser utilizada não só para estimular e acelerar processos, mas também para detê-los. A terminologia "Bioestimulação" foi escolhida porque basicamente utilizavam essa terapia para acelerar o processo de cicatrização. Entretanto, essa terapia passou a ser utilizada muitas vezes buscando efeitos antagônicos no tecido biológico: foi utilizada para remover excessos de pigmento, mas também para restaurar a falta deles para tratar cicatrizes deprimidas, mas também cicatrizes hipertróficas; para aliviar a dor, mas também para fazer com que a sensibilidade voltasse a instalar-se em áreas de parestesia ou paralisia; para controlar hipotensão, mas também para tratar hipertensões. A partir de estudos clínicos e laboratoriais pôde-se concluir que essa terapia não somente acelerava determinados processos, mas também retardava outros. Os autores começaram então a entender que nesse tipo de terapia, o laser desempenhava um papel de normalizador das funções celulares e OSHIRO e CALDERHEAD em 1991, propuseram a expressão "Balanceador e Normalizador de funções".

Comprimento de Onda 
O comprimento de onda é extremamente importante, pois é ele quem define a profundidade de penetração no tecido alvo. Diferentes comprimentos de onda apresentam diferentes coeficientes de absorção para um mesmo tecido. As radiações emitidas na região do ultravioleta e na região do infravermelho médio apresentam alto coeficiente de absorção pela pele, fazendo com que a radiação seja absorvida na superfície, enquanto que na região no infravermelho próximo (820 nm e 840 nm) constata-se baixo coeficiente de absorção, implicando em máxima penetração no tecido.

A energia dos fótons de uma radiação laser absorvida por uma célula será transformada em energia bioquímica e utilizada em sua cadeia respiratória. O mecanismo de ação é diferente para os laseres emitindo radiação na região do visível (vermelho) e do infravermelho próximo.




A luz laser visível (vermelho) induz a uma reação foto-química, ou seja, há uma direta ativação da indução de síntese de enzimas, e essa luz tem como primeiros alvos os lisossomos e as mitocôndrias das células.

As organelas não absorvem luz infravermelha, apenas as membranas apresentam resposta a este estímulo. As alterações no potencial de membrana causadas pela energia de fótons no infravermelho próximo induzem a efeitos foto-físicos e foto-elétricos, causando o choque entre células que se traduz intracelularmente por um incremento na síntese de ATP.

Os incrementos de ATP mitocondrial que se produzem após a irradiação com laser, favorecem um grande número de reações que interferem no metabolismo celular. Em estados patológicos, o laser interfere no processo de troca iônica, acelerando o incremento de ATP.

A absorção de fótons por parte da célula, seja diretamente por captação a nível de crómoforos mitocondriais (vermelho) ou por ação em sua membrana celular (infravermelho), produz estimulação ou inibição de atividades enzimáticas e de reações foto-químicas. Estas ações determinam alterações foto-dinâmicas em cascatas de reações e em processos fisiológicos com conotações terapêuticas.
Esses processos podem manifestar-se clinicamente de três modos. Primeiramente vão agir diretamente na célula, produzindo um efeito primário ou imediato, aumentando o metabolismo celular ou, por exemplo, aumentando a síntese de endorfinas e diminuindo a liberação de transmissores nosciceptivos, como a bradicinina e a serotonina. Também terá ação na estabilização da membrana celular. Clinicamente observaremos uma ação estimulativa e analgésica dessa terapia. Haverá, além disso, um efeito secundário ou indireto, aumentando o fluxo sanguíneo e a drenagem linfática, por exemplo. Dessa forma, clinicamente observaremos uma ação mediadora do laser na inflamação. Por fim, haverá a instalação de efeitos terapêuticos gerais ou efeitos tardios e clinicamente observaremos, por exemplo, a ativação do sistema imunológico.

É claramente observado nos dados da literatura que os efeitos do laser foram dose-dependentes. Parâmetros de irradiação, como fluência e irradiância foram altamente relevantes para a obtenção de bons resultados. Os efeitos do laser de baixa potência dependeram da fluência in vitro e sua influência dependeu da fase do crescimento celular e do estado fisiológico em que a célula encontrava-se no momento da irradiação, bem como da frequência e número de irradiações, já que uma única irradiação não mostrou ser suficiente para a obtenção de algum efeito celular.

É sabido que clinicamente esses laseres não apresentam ação quando aplicados em órgãos em condição de normalidade, e estudos in vivo demonstram que não há alteração significativa nos resultados obtidos em tecidos em homeostase quando irradiados.


O laser de baixa potência promove os mesmos efeitos de modulação da inflamação e analgesia que a medicação anti-inflamatória não esteroidal (AINE), além de estimular a microcirculação local e a proliferação celular, favorecendo ainda mais os eventos de reparação no pós-operatório.

Nesse sentido, a TLBP (terapia com laser de baixa potência) tem sido utilizada como uma alternativa à terapia medicamentosa em diversas especialidades médicas e odontológicas devido aos seus efeitos analgésicos, antiedematosos, biomoduladores da inflamação e acelerador da cicatrização tecidual.

Em vários estudos publicados na literatura, a TLBP (terapia com laser de baixa potência) demonstrou contribuir positivamente para o conforto do paciente no pós-operatório cirúrgico. É importante lembrar que todos os benefícios da utilização da TLBP no pós-operatório descritos podem ser ainda mais significativos em pacientes comprometidos sistemicamente, a exemplo dos diabéticos e fumantes, que apresentam recuperação dos tecidos mais lenta. O aumento da microcirculação local e a ativação das células inflamatórias e de defesa, associados ao aumento da viabilidade celular, são efeitos proporcionados pela TLBP que explicam respostas teciduais de reparação mais rápida e eficiente mesmo em condições adversas. Para conseguirmos efeitos benéficos da radiação laser, devemos empregá-la de maneira correta. Para isso é necessário que sejam estabelecidos protocolos de irradiação para cada tipo de intervenção, obtendo-se assim o efeito desejado.

Deve-se aplicar o laser de baixa potência nas primeiras 24 horas após a injúria, pois é nessa fase que se observa, nas áreas irradiadas, uma maior afluência de elementos defensivos e um elevado número de mitoses das células do estrato germinativo. Tudo isso provocará a retirada precoce de detritos tissulares da lesão, favorecendo a formação de tecido de granulação nas sessões seguintes à irradiação e, em consequência, aceleração do processo de cicatrização, como se evidencia nos resultados macroscópicos relatados na literatura. Quando a irradiação com laser foi realizada alguns dias após a injúria, não foi observada alteração significativa do tempo do processo cicatricial.

Quais os efeitos maléficos que o laser pode causar?

Devemos observar algumas situações onde o uso da Laserterapia deva ter mais cuidados, entre estes estão: 
1. Estes comprimentos de onda são os mais perigosos para o olho, que não percebe os feixes deste comprimento, mas os focaliza sobre a retina, na qual provocam queimaduras graves e lesões fotoquímicas da retina. A retina sofre lesões de natureza térmica e fotoquímica, já que todos os demais elementos do globo ocular são transparentes para estes feixes. Além disso, parte destes feixes é absorvida pelo cristalino, levando à turvação do mesmo, isto é, à catarata. Isso quer dizer que nunca podemos olhar diretamente para o feixe laser, sendo indispensável a utilização do óculos de proteção pelo paciente, pelo operador e auxiliar;

2. Pacientes com distúrbios da glândula tireóide: deve-se evitar irradiar diretamente sobre a glândula;

3. Pacientes gestantes: Embora não haja nenhum registro de efeitos danosos sobre a mãe, deve-se evitar irradiar diretamente sobre o feto. De qualquer modo, qualquer procedimento que não seja extremamente necessário ser realizado na gestante, deve ser evitado, sobretudo no primeiro e último trimestres da gravidez;

4. Pacientes portadores de tumores malignos da cavidade oral: devem-se evitar irradiações nas áreas ocupadas pelo tumor, pois estudos em células apontaram para estimulação do Laser do crescimento celular.

Sendo o Laser uma forma da radiação luminosa e que opera em faixas de comprimento de onda inofensivas às células, não tendo qualquer ação ionizante, o mais importante é que o profissional saiba aplicá-la nas doses adequadas em cada caso, não se esquecendo de aplicar as normas de biossegurança.

Fonte:
http://www.forp.usp.br/restauradora/laser/Luciana/fibroblasto.html


Leia também:

Terapia fotodinâmica
Clareamento dental
O que pode e o que não pode no clareamento dental
Aftas








sábado, 28 de agosto de 2010

O que pode e o que não pode no clareamento dental


Pude perceber um interesse muito grande pelas pessoas que visitam o blog a respeito do assunto clareamento dental. Em abril, foi feito um post esclarecendo a respeito do tratamento ( clique aqui para ver o post), a finalidade do post de hoje é o que podemos e o que não podemos fazer durante o tratamento de clareamento dental, seja ele caseiro ou de consultório.

Bora lá!!! Prepara a canetinha pra anotar ou liga a impressora...

Coloco no topo da nossa lista de cuidados aquele que todos insistem em utilizar: o bicarbonato de sódio, pois é, como já dissemos em post sobre o uso de bicarbonato de sódio (clique aqui para visualizar o post), além dele desgastar o dente e por este motivo aumentar a chance de sentir sensibilidade nos dentes, pode também não clareá-lo, pois ele neutraliza as substâncias que usamos no clareamento.

Não utilize qualquer produto caseiro ou outras substâncias branqueadoras associadas ao tratamento sem o conhecimento de seu dentista.

Evite enquanto estiver fazendo o tratamento, pois estes retardam o processo de clareamento dos dentes:
  •  sucos e frutas cítricas, pois podem aumentar a sensibilidade dentária;
  •  refrigerantes, que além de ter bicarbonato em sua formulação, tem corantes;
  • cafés, chás, vinhos, cigarros, chimarrão, chocolate/achocolatados, molho vermelho, beterraba, sucos artificiais, açaí,etc.: pois pigmentarão o dente.

Muito cuidado com aqueles cremes dentais coloridinhos nos tons: vermelho... verde... ou seja lá qual for a cor dele... CUIDADO! Preste atenção também no seu enxaguatório se ele é incolor ou se tem corante, caso seja colorido suspenda o uso pelo menos durante o tratamento de clareamento dental e adquira um incolor. Dê preferência aos enxaguatórios sem álcool.

Você pode estar pensando assim: “ah tá bom que essa dentista conseguiu ficar sem colocar essas coisas na boca durante o tratamento” e eu respondo: você tem toda razão! Impossível ficar sem colocar uma corzinha mesmo! (no quesito alimentação ok?)

E é aí que vem a dica de ouro... o pulo do gato: Durante o tratamento de clareamento, o ideal seria que não se comessem alimentos com corantes (o que é praticamente impossível). O que se pede é que não se coma alimentos com corantes ou fume durante as 4 primeiras horas após a retirada da moldeira ou nas primeiras 48h após o clareamento de consultório.

As dicas acima, como já havia dito, servem para clareamento caseiro e de consultório, já as dicas abaixo são para aqueles que optaram pelo clareamento caseiro (o de moldeira):

O tratamento dura de 2 a 4 semanas, o ideal seria usar no mínimo por 2 semanas para garantir a estabilidade de cor. O clareamento terá fim quando:
  •  Houver saturação, que é quando mesmo usando o agente clareador, o dente chega no seu limite máximo e não clareia mais;
  • Ou assim que você, junto ao seu dentista, julgar que a cor do dente chegou “na cor que você quer”, chegar no que você julgar estético (mesmo não atingindo o ponto de saturação);

Não é possível prever com exatidão a longevidade dos resultados (o tempo de permanência do clareamento nos dentes).

O regime de uso varia de indivíduo para indivíduo, podendo este ser noturno ou diurno. Recomenda-se o uso noturno, pois durante a noite há diminuição da salivação e o gel fica mais tempo em contato com o dente, mas caso você não consiga, pode fazer o uso durante o dia, utilizando a moldeira por um período de 4 horas. O recarregamento da moldeira deve ser de 1 vez ao dia, no caso de o recarregamento ser feito mais de uma vez  ao dia , aumentará a possibilidade de sensibilidade.

Se você me perguntar: "Se eu quiser/conseguir, posso usar mais que 4 horas sem ter que recarregar com o gel? ", aí responderei,  se quiser usar não terá problema algum,  visto que após este período de 4h provavelmente todo o gel terá reagido e não terá mais efeito se você prolongar o uso. E se você recarregar a moldeira novamente,  aumentará a possibilidade de sentir sensibilidade nos dentes. 

        RISCOS:
1)      Sensibilidade dental
2)      Irritação gengival
3)      Queimação gengival

Em qualquer um desses casos, suspenda o uso e entre em contato com seu dentista.

Em caso de sensibilidade, suspender o uso e informar ao dentista que ele prescreverá uma substância para seu caso. A substância de escolha poderá ou ser colocada na moldeira ou diretamente sobre os dentes, deixando aí por 5 minutos. Deve- se evitar a ingestão destas substâncias.

A irritação gengival ocorre por que a moldeira machuca a gengiva, neste caso, avise para seu dentista, que ele tomará as devidas providências. Já a queimação gengival ocorre quando colocamos muito gel na moldeira e seu excesso vai para a gengiva causando queimação gengival, neste caso sugere-se colocar menos gel na moldeira ou no caso de excesso de gel, apertar bem para que o excesso saia e logo em seguida limpar esse excesso.

        INSTRUÇÕES:
  •  Armazenar a seringa com o gel na geladeira;
  • Colocar uma gota de gel em cada dente da moldeira;
  • Sempre higienizar a moldeira assim que tirar e antes de colocar o gel;

Em caso de clareamento caseiro, não beber ou comer enquanto estiver usando as moldeiras de clareamento, e isso também inclui a água. 

O tratamento não deve ser interrompido; caso ocorra, o tratamento terá que ser prolongado.

Entre 6 meses - 1 ano do término do clareamento, retornar ao dentista para reavaliação da necessidade de manutenção. Esta manutenção irá variar de acordo com os hábitos do paciente. Por exemplo, pessoas fumantes e de grande consumo de substâncias pigmentadoras (café, chá e/ou chimarrão) poderão necessitar mais cedo de uma manutenção.

E o mais importante do que qualquer outra dica que eu possa ter falado aqui:

Na dúvida converse com seu dentista!!!



Ahhhh... lembre de deixar aqui em baixo o seu comentário, sugestão de post ou dúvida e nos ajude a enriquecer ainda mais este tema! Fico grata com sua participação!

Leiam também os comentários, tem muita pergunta boa e respostas esclarecedoras. Vai que lá já tem a sua dúvida?!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Diga NÃO ao uso caseiro de bicarbonato nos dentes!!!

No dia a dia do consultório ouvimos coisas incríveis que as pessoas fazem consigo mesma em função da economia de uns tostões e com o uso de receitinhas caseiras que fazem verdadeiros estragos!!!
Pessoas que usam comprimidos de analgésico esmagados dentro do dente em função da dor... colar dentes ou próteses com super bonder... comprar remédios sem prescrição e acabam tomando antibiótico quando a necessidade é de um anti- inflamatório... e por fim, usam bicarbonato na esperança de clarear os dentes!

Você ri?! Pois é, nós escutamos coisas incríveis... Mas vamos às orientações:
Nosso dente tem três camadas: esmalte, dentina e polpa (da mais externa para a mais interna). O esmalte é formado quando o dente ainda está dentro do osso, e após isso não é mais formado, consequentemente, o esmalte, ao contrário de muitos outros tecidos do organismo, não tem qualquer capacidade própria de regeneração.
O bicarbonato funciona como esfoliante em nossos dentes. Realmente remove a placa aderida ao dente, porém desgasta o esmalte do dente (abrasão). Abrasão dentária é a perda da estrutura dental por forças mecânicas externas. Uma vez que a abrasão ultrapasse o esmalte dos dentes, são rapidamente destruídas as demais estruturas. 
No post sobre pasta de dente falamos sobre abrasividade das pastas de dentes. Alguns fabricantes desenvolveram cremes dentais com quantidade de abrasivo suficiente para não prejudicar o esmalte dental, mas ainda assim, prefira pastas sem abrasivos.(clique aqui e leia o post completo sobe pasta de dente)
Se pastas de dente abrasivas não são aconselháveis, imagine acrescentar bicarbonato (que é abrasivo) nas pastas?!
Li diversas vezes aqui na internet que o “aconselhável” é usar o bicarbonato apenas uma vez ao mês, mas pense comigo, se você usar mensalmente bicarbonato em seus dentes após cinco anos ou você precisará de uma prótese, pois não haverá mais dentes, ou você terá uma sensibilidade incrível.
Conforme falamos em outros posts, para haver clareamento dental deve haver a quebra da molécula de pigmento existente dentro da dentina, e o bicarbonato não faz isso.
O bicarbonato pode ser usado para várias finalidades: Usa-se em bolos junto do fermento bem pouquinho para massa ficar leve; usa-se como antiácido para aliviar dor de estomago; usa-se com água morna uma colher (sopa) bem cheia em meio litro de água, para limpar a geladeira, tira o odor impregnado de alimentos. E também tem várias dicas de limpeza onde é utilizado o bicarbonato de sódio. Enfim, se faz várias coisas com bicarbonato de sódio, exceto usá-lo na escovação.
Fica aquela dica: vá ao seu dentista com a freqüência que ele te recomendar; tire suas dúvidas com ele; peça orientações e dicas. No fim das contas, sempre sai mais barato que automedicação.

Ahhhh... deixe aqui em baixo o seu comentário, sua sugestão de post, ou sua dúvida e nos ajude a enriquecer ainda mais esse assunto!

sábado, 1 de maio de 2010

Clareamento Dental


A estética facial e o sorriso estão intimamente relacionados. No mundo moderno e civilizado, dentes brancos, bem contornados e bem alinhados estabelecem o padrão de beleza. Tais dentes são, não apenas considerados atraentes, mas indicam saúde nutricional, amor próprio, status econômico e sexualidade.


De todas as espécies animais, a humana é a única que pode sorrir. Mas quantas pessoas perdem a auto-estima devido a um sorriso ou estética dental prejudicada, levando-as a se comportarem de maneira reservada e tímida? Nesses casos, dependendo da causa e intensidade da alteração de cor, o CLAREAMENTO DENTAL passa a ser a primeira alternativa.
Nos dias de hoje, muitas são as opções disponíveis no mercado que prometem clarear os dentes: enxaguatórios, pastas de dentes, "clareamento de farmácia" e o clareamento oferecido pelo dentista. Mas mesmo se tratando de um tratamento estético, é um tratamento que precisa ser realizado sob orientação de um profissional especializado. Então... seguem algumas informações a este respeito.
Tipos de Clareamento Dental
Uso a seguinte metáfora com meus pacientes: Imagine que você tem que viajar para São Paulo, e você pode chegar lá ou de avião ou de carro. Você chegará a São Paulo independente da forma que optar, mas a diferença está no tempo que você levará para atingir o mesmo resultado.
Assim é com o clareamento dental. Existem duas formas de clarear os dentes: no consultório (“avião”) ou em casa (“carro”).
Caseiro: na técnica caseira, o paciente utiliza uma moldeira individual (uma superior e outra inferior) com o gel (agente clareador) em baixa concentração por um longo período de tempo (mínimo de 2 semanas).

No consultório podemos fazer o clareamento com:

  •       Luz LED + gel para clareamento em alta concentração (esse é o clareamento que 100% dos dentistas anunciam como LASER, quando na verdade não o é, porém é tão eficiente quanto o LASER e é mais barato.)
  •       Luz LASER de argônio + gel para clareamento em alta concentração (são raros os profissionais NO BRASIL que fazem o clareamento usando o aparelho de LASER, pois além de caro, é um investimento alto para ser usado apenas com função de clareamento.)
  •       Gel para clareamento em alta concentração.

Vale lembrar que podemos indicar o clareamento em consultório e fazer complementação com o uso de moldeiras em casa para manutenção.

Sensibilidade nos dentes:

Embora não pareça, nosso dente é poroso. Esses poros chamamos de canalículos e é dentro destes canalículos que temos a presença tanto dos prolongamentos do nervo como também de moléculas de pigmento. Os pigmentos são moléculas orgânicas longas compostas por cadeias com ligações aromáticas e/ou alifáticas que mudam o índice de refração do esmalte/dentina tornando os dentes mais escuros, o clareamento dental visa à remoção/quebra dessas moléculas (quanto menor a molécula, mais claro será o dente).
Ok, e onde entra a sensibilidade? Vamos lá: ainda dentro desses canalículos temos um fluido que é sensível a qualquer estímulo: salgado, doce, frio, quente... pois há movimentação desse fluido no interior do canalículo, causando como resposta a DOR. E é isso que ocorre durante a quebra de moléculas de pigmento: movimentação desse fluido, estimulando o feixe nervoso ali presente e dor.
A boa notícia é que caso haja dor, ela poderá ser controlada com medicação indicada pelo seu dentista.Essa dor varia de paciente para paciente, uns relatam certo incômodo por alguns segundos, outros sentem muita dor e muitos relatam não sentirem absolutamente nada.
Também vai clarear restaurações (obturações) e próteses fixas?
NÃO.
Conforme falamos no item anterior, o clareamento se dá pela quebra de moléculas de pigmento orgânica. Restaurações e próteses não adquiriram sua coloração devido ao manchamento, logo, as restaurações NÃO podem ser clareadas pelo método de clareamento dental, será necessária a substituição da resina ou da prótese após o clareamento dos dentes a fim de que a cor fique igual em todos os dentes.
O que pode e o que não pode após o clareamento?
• Não fumar no dia do clareamento
• Não comer frutas ácidas ou refrigerantes
• Durante 24 horas, não ingerir nada que contenha corantes. Ex.: café, chocolate/achocolatados, coca-cola, molho vermelho, beterraba, vinho tinto, etc.
• Fazer bochechos com flúor
CONTRA INDICAÇÕES
• Grávidas ou lactantes
• Pacientes com patologias periodontais (na gengiva ou osso)
• Idade mínima de aproximadamente 16 anos com rizogênese (formação da raiz) completa.
Clareamento dental é prejudicial à saúde?
Não, de forma alguma.
O clareamento dental enfraquece os dentes?
Não. O clareamento vai atuar quebrando moléculas de pigmento no dente, logo não há prejuízo na estrutura dental.
Clareamento e branqueamento são a mesma coisa?
Não, clareamento é o processo no qual há quebra das moléculas de pigmento existentes nos dentes, dessa forma com moléculas cada vez menores o dente se torna mais claro.
Já no branqueamento, temos uma substância (que pode ser uma pasta de dente ou enxaguatório) que “pinta” nosso dente de branco. Como assim? Essas substâncias depositam nos canalículos (“poros”) o pigmento branco, não há quebra das moléculas de pigmento. A boa notícia é que com a suspensão do uso dessa substância o dente volta à cor antiga.
Depois que fizer clareamento, meus dentes ficarão pra sempre claros?
Independente de fazermos ou não o clareamento dental, o normal é que nossos dentes escureçam com o passar dos anos, devido aos alimentos que consumimos. Fato que comprova isso é quando nossos dentes permanentes “nascem” eles são bem clarinhos, porém com o passar do tempo se tornam escuros e se formos olhar os dentes de nossos avós, perceberemos que são bem mais escuros.
Nossos dentes ficam a mercê de nossos hábitos alimentares.
Se após o clareamento eu continuar ingerindo alimentos com corante, meus dentes voltarão a escurecer, não quer dizer que será mais rápido, não será nada patológico, será de forma normal, fisiológica.