Clareamento dental

Aprenda o que podemos e não podemos fazer durante o tratamento de clareamento dental.(Leia mais)

Restauração prateada ou da cor dos dentes?!

Está na dúvida se deve trocar ou não sua restauração de amálgama?(leia mais)

Dente siso

Ter ou não ter? (leia mais)

PIERCING EM TECIDOS MOLES DA BOCA

SEIS MOTIVOS PARA NÃO COLOCAR!

Bicarbonato de sódio

Diga NÃO ao uso caseiro dele!!!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Saliva X Mau Hálito





Saiba a importância da saliva para se ter um hálito agradável e outras coisas importantes sobre a boca seca.



Qual o papel da saliva?

A saliva é um dos mais complexos, versáteis e importantes fluidos do corpo, que supre um largo espectro de necessidades fisiológicas. Suas propriedades são essenciais para a proteção da cavidade bucal e do epitélio gastrointestinal. Além de umidificar os tecidos moles e duros da cavidade bucal, tem um papel importante na lubrificação da boca, favorecendo a formação e deglutição do bolo alimentar, facilita a fonação, é essencial na retenção de próteses totais. Devido ao seu grande volume e fluxo contínuo, a saliva atua como agente de limpeza nos tecidos e ainda:
    
 Proporciona uma melhor movimentação da língua e demais músculos;
    
 Atua na proteção da mucosa bucal (possui células de defesa contra micróbios e toxinas), mantendo o equilíbrio entre os fungos e bactérias e evitando a proliferação de microorganismos que podem causar doenças como: gengivite, amigdalite, etc;
    
 Atua no processo de remineralização dos dentes, evitando o processo de cárie dental e, finalmente, carrega certos elementos (zinco) que maturam as papilas da língua (responsáveis pelo paladar dos alimentos). 

O que é propriamente a saliva?

A saliva é composta de 99% de água, a outra parte é constituída por enzimas (que iniciam o processo de digestão), por imunoglobulinas (responsáveis pelos anticorpos salivares que combatem as bactérias) e por outros compostos como: cálcio, flúor (ajudam na remineralização dos dentes), sódio, potássio, zinco, proteína mucina (garante a proteção e lubrificação da mucosa oral e dos dentes). 

E quando a saliva seca?

A xerostomia é uma alteração quantitativa e/ou qualitativa da saliva que causa sensação de ressecamento bucal. Suas causas são:
    
 Idade avançada (glândula salivar atrofiada);
    
 Efeito colateral de medicamentos (antidepressivos, tranqüilizantes, etc);
    
 Hábitos e vícios como fumo, alcoolismo, ingestão de alimentos ricos em cafeína, bruxismo (hábito involuntário de ranger, apertar ou bater os dentes durante o sono);
    
 Cânceres na região da cabeça e pescoço (glândulas salivares afetadas pela radiação);
    
 Problemas psiquiátricos, nervosismo, ansiedade e “stress”, diminuindo o fluxo salivar;
    
 Desidratação (baixa ingestão de água, diarréia);    
    
 Respiração bucal (resseca a mucosa da boca);
    
 Alterações hormonais (T.P.M., gravidez, etc);
    
 Alimentação muito pastosa e líquida.
    
 Carências nutricionais, diabetes, anorexia, síndrome de Sjögren (doença auto-imune na qual o organismo da própria pessoa reage contra as próprias glândulas salivares), doença de Parkinson, estado febril e infecções das glândulas salivares por vírus ou bactérias.

O que a falta da saliva pode causar?

Pode provocar:
    
 Cárie, candidíase (doença fungicida) e inflamação na gengiva e garganta;
    
 Infecção na glândula salivar;
    
 Dificuldades para falar e engolir;
    
 Intolerância à prótese removível;
    
 Dor e ardência na língua e alteração no paladar;
    
 Dificuldade em dormir (acordar para beber água e urinar);
    
 E, principalmente, o aumento da descamação das células epiteliais que protegem a mucosa (além da renovação fisiológica), favorecendo a ação das bactérias.


E em relação ao mau hálito?

Seguindo o raciocínio, quando é diminuído o fluxo salivar, restos de células epiteliais descamadas e resíduos alimentares irão se precipitar sobre a língua em maior quantidade. Esse material é degradado por bactérias anaeróbicas proteolíticas que também se aderem à língua e o resultado é uma elevação da saburra lingual e da concentração dos compostos sulfurados voláteis e um mau hálito intenso.
 


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Mau Hálito

Tenho certeza de que muitos de vocês sabem de que filme esta foto foi tirada. Talvez você não tenha assistido, mas sua mãe ou sua avó sonhou muito com este filme. Trata-se de "E o vento levou...", filme que conta a saga de Scarlett O'hara e Rhett Butler, sua história de amor e ódio. O filme é lindíssimo, e vale apena assistir. Talvez o que vocês não saibam é que o ator principal, Clark Gable, o bonitão da foto ao lado, sofria de mau hálito. E pior, dizem as más línguas que a atriz Vivien Leigh, par

romântico dele no filme, sempre passava mal quando gravava as cenas de beijo com o ator e que não gostava nem de se aproximar muito dele. Bem, fofocas a parte, o fato é que a halitose (nome científico do chamado mau hálito) atinge muitas pessoas e incomoda também aqueles que com elas convivem, além de causar constrangimentos, problemas de auto-estima e, em casos mais graves, discriminação. Segundo a Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas de Odores na Boca, 30% da população, ou seja, 50 milhões de brasileiros sofrem com o problema.
A halitose é a liberação de odores desagradáveis provenientes da boca, mas não caracteriza uma doença. Contudo, não deixa de ser uma alteração no organismo que deve ser tratada. Na maioria dos casos o problema advém de uma má higienização na boca e língua, mas também pode ser efeito de doenças como a gengivite, a periodontite e a diabetes, dentre outras.
Por isso, cuide direitinho da sua boca. De nada adianta ser galã se a mocinha não consegue chegar perto de você!!! Brincadeiras a parte, não se envergonhe do seu problema e procure uma solução. Juntos nós podemos resolver isto. Caso você ou um amigo tenham, que tal nos fazer uma visita.
Nossos próximos posts serão acerca do tema Halitose: quais os tipos, o que pode causar, como tratar...  Indique o site a amigos.

Até breve!


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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Orientação aos pais: dentes de leite


 
1. Como se chamam os dentes do bebê?
Dentes de leite, dentes decíduos, dentes temporários, dentes provisórios, primeira dentição e da primeira infância.

2. Se os dentes de leite são temporários, por que é importante tratá-los?
- Prepara o caminho para a erupção dos dentes permanentes, mantendo espaço nos arcos dentais e equilíbrio harmônico no crescimento (dentes, ossos e músculos).
- Proporciona uma mastigação e deglutição dos alimentos e conseqüentemente uma melhor digestão
- É importante no desenvolvimento da fonação, facilitando na pronúncia dos fonemas dentais, como: t, v, f, z, s.

- Função estética: quando deparamos com crianças esteticamente comprometidas percebemos que ocorre com elas uma dificuldade de comunicação e integração social.



3. Qual a seqüência (ordem) e a cronologia (data) de erupção?
-· Incisivos centrais inferiores - 6 meses
-· Incisivos laterais inferiores - 6 meses
-· Incisivos centrais superiores - 7 ½ meses
-· Incisivos laterais superiores - 7 ½ meses
-· Primeiros molares inferiores - 12 meses
-· Primeiros molares superiores - 14 meses
-· Caninos inferiores - 16 meses
-· Caninos superiores - 18 meses
-· Segundos molares inferiores - 20 meses
-· Segundo molares superiores - 24 meses.

4. Quais os sintomas que poderá ocorrer quando nascer os dentes de leite?
Ao nascimento dos dentes, poderão ocorrer alguns sintomas como: coceira e abaulamento da gengiva com o aumento da salivação, estado febril e até as fezes podem ficar mais líquidas. Para melhorar este desconforto devemos oferecer ao bebê, alimentos mais duros e mordedores de borracha para massagear a gengiva.

5. Em caso de atraso na vinda dos primeiros dentes de leite, o que fazer?
A idade média normal para o nascimento dos dentes é por volta de seis meses de idade. Um atraso em torno de mais de seis ou oito meses, ainda poderá ser considerado dentro dos padrões de normalidade em nossa população. Também poderemos ter dentes de leite que nascem antes do prazo médio, ou seja, logo após o nascimento (dente natal), ou por volta de dois a três meses de idade (dente neonatal). Se isso ocorrer procure o odontopediatra.

6. Quando deve começar a limpeza dos dentes de leite?
Antes da erupção dos primeiros dentes a boca e a gengiva, deverão ser limpas com a ponta de uma fralda com água filtrada, tornando mais limpa, assim como acostumar a criança à manipulação de sua boca. Quando erupcionar os dentes deve fazer a limpeza sempre que possível, principalmente à noite logo após a última mamada: molhe uma gaze com água oxigenada de 10 volumes, bem diluída com água fervida esfregando os dentes, inclusive a língua.
Após o nascimento de todos os dentes, não esquecendo da língua, iniciar a higienização com escova dental.

7. A aplicação de flúor deve ser iniciada na dentição de leite?
Sim, logo após a erupção dos primeiros dentes deve ser feita a aplicação de flúor 0,02% pelo menos uma vez por dia: colocar quatro gotas na gaze e esfregar todas as faces dos dentes superiores e inferiores. No consultório a aplicação de flúor deve ser feita por volta de dois anos e meio a três anos de idade.

8. O uso da mamadeira estraga os dentes?
O uso da mamadeira após a erupção dos dentes poderá levar a chamada cárie de mamadeira, quando apresentar um uso descontrolado e contínuo. O fato de adicionar outro componente, como açúcar e cereais, leva a um aumento da cárie. Também recomendamos que a mamadeira noturna seja suspensa gradualmente, após erupção dos primeiros dentinhos.Caso haja dificuldade, poderá oferecer mamadeira com água pura.

9. Por que a amamentação noturna pode gerar cárie de alta possibilidade?
Á noite existe uma diminuição da salivação e também do reflexo da deglutição que favorece a retenção do alimento junto ao dente.

10. O uso da chupeta ou mesmo chupar o dedo faz os dentes entortarem?
O hábito da chupeta ou sucção do dedo deverá ser interrompido por volta dos três anos de idade, quando a criança já está consciente de suas vontades e não requer mais a compensação de sugar, portanto devemos encoraja-la a deixar o hábito.Caso contrário à chupeta ou sucção do dedo levará a um desequilíbrio das arcadas dentárias e a má posição dos dentes.


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domingo, 2 de maio de 2010

Que escova de dentes escolher?



Você certamente já deve ter passado por isso: está lá no supermercado diante de uma prateleira CHEIA de escovas de dente e pensa: qual escova eu compro? A elétrica? A que tem limpador de bochecha? A que tem cabeça flexível? A mais blá blá blá...
Ou seja, uma tarefa que parecia fácil começa a ficar complicada diante de tantos modelos ofertados e todas se dizendo ser “a mais recomendada” pelos dentistas, fica difícil a escolha correta pelo consumidor, que, se não tomar cuidado, pode vir a ter os dentes e a gengiva prejudicados.

Em um desses cursos que fiz, ouvi uma metáfora de um professor: pato nada, pato voa, pato anda, mas não faz nenhum deles adequadamente. Logo, essas escovas que prometem mil e uma coisas fazem um pouco de tudo, mas não fazem nada adequadamente.
Recomendamos dar preferência às escovas fabricadas por empresas tradicionais, pois costumam ser de melhor qualidade. Mas isso não significa escolher a mais sofisticada delas. As escovas mais simples são as melhores. Muitos dos apetrechos tecnológicos existentes em certos modelos mais modernos de escovas, como o massageador de gengiva, por exemplo, são dispensáveis. Fazem parte do marketing dos fabricantes.
Vamos falar a princípio das cerdas:
·        Toda boa escova de dentes precisa ter cerdas macias ou extra- macias. Escovas duras além de machucar a gengiva, podem produzir desgaste nos dentes, provocando sensiblidade a alimentos frios, quentes, doces ou salgados;
·        Esqueça as escovas high-tech, as cerdas devem ser todas do mesmo tamanho, a fim de alcançar todos os dentes ao mesmo tempo;
Cabos emborrachados facilitam o manejo.
Outro ponto a ser observado é a ponta ativa (cabeça) da escova: que dever ser arredondada e pequena a fim de permitir o acesso da escova nas regiões mais posteriores.
As escovas elétricas também são uma boa opção principalmente para aquelas pessoas que tem dificuldade motora, e no caso de pessoas sem problemas motores, devem ser usadas intercaladas com a escova tradicional para que a pessoa não perca a habilidade da escovação. Escovas elétricas também podem ser utilizadas para motivar crianças que não tem interesse pela escovação a criarem o hábito, por ser uma novidade as crianças costumam gostar da novidade.
Outro aspecto importante a ser observado é o momento certo de trocar de escova. Isso deve acontecer sempre que as cerdas estiverem tortas e amassadas, até no máximo 90 dias de uso. Nesse estado, elas não higienizam adequadamente e ainda podem prejudicar a gengiva.
Para conservar a escova de dente, o correto é lavá-la com água corrente, remover o excesso de água (batendo o cabo da escova de dente contra uma "quina" por exemplo), borrifar solução de  gluconato de clorexidina 0,12% na escova e guardá-la. “Se apenas úmida, favorecerá a proliferação de fungos e bactérias”, com o uso da clorexidina (anti-séptico) impedimos ou reduzimos essa proliferação mesmo estando úmida.


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sábado, 1 de maio de 2010

Clareamento Dental


A estética facial e o sorriso estão intimamente relacionados. No mundo moderno e civilizado, dentes brancos, bem contornados e bem alinhados estabelecem o padrão de beleza. Tais dentes são, não apenas considerados atraentes, mas indicam saúde nutricional, amor próprio, status econômico e sexualidade.


De todas as espécies animais, a humana é a única que pode sorrir. Mas quantas pessoas perdem a auto-estima devido a um sorriso ou estética dental prejudicada, levando-as a se comportarem de maneira reservada e tímida? Nesses casos, dependendo da causa e intensidade da alteração de cor, o CLAREAMENTO DENTAL passa a ser a primeira alternativa.
Nos dias de hoje, muitas são as opções disponíveis no mercado que prometem clarear os dentes: enxaguatórios, pastas de dentes, "clareamento de farmácia" e o clareamento oferecido pelo dentista. Mas mesmo se tratando de um tratamento estético, é um tratamento que precisa ser realizado sob orientação de um profissional especializado. Então... seguem algumas informações a este respeito.
Tipos de Clareamento Dental
Uso a seguinte metáfora com meus pacientes: Imagine que você tem que viajar para São Paulo, e você pode chegar lá ou de avião ou de carro. Você chegará a São Paulo independente da forma que optar, mas a diferença está no tempo que você levará para atingir o mesmo resultado.
Assim é com o clareamento dental. Existem duas formas de clarear os dentes: no consultório (“avião”) ou em casa (“carro”).
Caseiro: na técnica caseira, o paciente utiliza uma moldeira individual (uma superior e outra inferior) com o gel (agente clareador) em baixa concentração por um longo período de tempo (mínimo de 2 semanas).

No consultório podemos fazer o clareamento com:

  •       Luz LED + gel para clareamento em alta concentração (esse é o clareamento que 100% dos dentistas anunciam como LASER, quando na verdade não o é, porém é tão eficiente quanto o LASER e é mais barato.)
  •       Luz LASER de argônio + gel para clareamento em alta concentração (são raros os profissionais NO BRASIL que fazem o clareamento usando o aparelho de LASER, pois além de caro, é um investimento alto para ser usado apenas com função de clareamento.)
  •       Gel para clareamento em alta concentração.

Vale lembrar que podemos indicar o clareamento em consultório e fazer complementação com o uso de moldeiras em casa para manutenção.

Sensibilidade nos dentes:

Embora não pareça, nosso dente é poroso. Esses poros chamamos de canalículos e é dentro destes canalículos que temos a presença tanto dos prolongamentos do nervo como também de moléculas de pigmento. Os pigmentos são moléculas orgânicas longas compostas por cadeias com ligações aromáticas e/ou alifáticas que mudam o índice de refração do esmalte/dentina tornando os dentes mais escuros, o clareamento dental visa à remoção/quebra dessas moléculas (quanto menor a molécula, mais claro será o dente).
Ok, e onde entra a sensibilidade? Vamos lá: ainda dentro desses canalículos temos um fluido que é sensível a qualquer estímulo: salgado, doce, frio, quente... pois há movimentação desse fluido no interior do canalículo, causando como resposta a DOR. E é isso que ocorre durante a quebra de moléculas de pigmento: movimentação desse fluido, estimulando o feixe nervoso ali presente e dor.
A boa notícia é que caso haja dor, ela poderá ser controlada com medicação indicada pelo seu dentista.Essa dor varia de paciente para paciente, uns relatam certo incômodo por alguns segundos, outros sentem muita dor e muitos relatam não sentirem absolutamente nada.
Também vai clarear restaurações (obturações) e próteses fixas?
NÃO.
Conforme falamos no item anterior, o clareamento se dá pela quebra de moléculas de pigmento orgânica. Restaurações e próteses não adquiriram sua coloração devido ao manchamento, logo, as restaurações NÃO podem ser clareadas pelo método de clareamento dental, será necessária a substituição da resina ou da prótese após o clareamento dos dentes a fim de que a cor fique igual em todos os dentes.
O que pode e o que não pode após o clareamento?
• Não fumar no dia do clareamento
• Não comer frutas ácidas ou refrigerantes
• Durante 24 horas, não ingerir nada que contenha corantes. Ex.: café, chocolate/achocolatados, coca-cola, molho vermelho, beterraba, vinho tinto, etc.
• Fazer bochechos com flúor
CONTRA INDICAÇÕES
• Grávidas ou lactantes
• Pacientes com patologias periodontais (na gengiva ou osso)
• Idade mínima de aproximadamente 16 anos com rizogênese (formação da raiz) completa.
Clareamento dental é prejudicial à saúde?
Não, de forma alguma.
O clareamento dental enfraquece os dentes?
Não. O clareamento vai atuar quebrando moléculas de pigmento no dente, logo não há prejuízo na estrutura dental.
Clareamento e branqueamento são a mesma coisa?
Não, clareamento é o processo no qual há quebra das moléculas de pigmento existentes nos dentes, dessa forma com moléculas cada vez menores o dente se torna mais claro.
Já no branqueamento, temos uma substância (que pode ser uma pasta de dente ou enxaguatório) que “pinta” nosso dente de branco. Como assim? Essas substâncias depositam nos canalículos (“poros”) o pigmento branco, não há quebra das moléculas de pigmento. A boa notícia é que com a suspensão do uso dessa substância o dente volta à cor antiga.
Depois que fizer clareamento, meus dentes ficarão pra sempre claros?
Independente de fazermos ou não o clareamento dental, o normal é que nossos dentes escureçam com o passar dos anos, devido aos alimentos que consumimos. Fato que comprova isso é quando nossos dentes permanentes “nascem” eles são bem clarinhos, porém com o passar do tempo se tornam escuros e se formos olhar os dentes de nossos avós, perceberemos que são bem mais escuros.
Nossos dentes ficam a mercê de nossos hábitos alimentares.
Se após o clareamento eu continuar ingerindo alimentos com corante, meus dentes voltarão a escurecer, não quer dizer que será mais rápido, não será nada patológico, será de forma normal, fisiológica.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Aftas

O que é o que é?...
Todo mundo já teve pelo menos uma ao longo da vida. É um trocinho que dá dentro da boca e que independente do tamanho, dói pra caramba. Tira-nos a vontade de falar, comer, beijar... Cada um tem um “jeito” milagroso pra se curar dela, quando usamos algum remédio ela cicatriza em 1 semana, mas quando não usamos nada, cicatriza em 7 dias... rs
Se você disse afta, acertou e com certeza porque já teve uma.

A lesão de afta é considerada a alteração mais comum da mucosa oral em humanos e se caracteriza por uma lesão circular, claramente definida, dolorosa, com centro necrótico, bordas elevadas, halo eritematoso e limpas, ou seja, não apresentam pus, bactérias ou outros sinais de infecção. Podem ser únicas ou múltiplas, pequenas ou grandes.
É uma úlcera que pode surgir em qualquer ponto da cavidade oral: língua, lábios, gengiva, garganta e úvula (a campainha da boca). Até hoje, não ocorreu a caracterização de um agente etiológico (o agente causador da doença) específico para essa afecção. No entanto, várias são as referências, na literatura, que consideram o estresse um dos fatores predisponentes para sua patogenia.
São lesões benignas, não são contagiosas.
O que pode provocar seu aparecimento?
As úlceras aftosas recorrentes (UAR) têm variadas hipóteses sobre sua etiologia, observando uma grande dificuldade na determinação de uma causa isolada, que possa explicar, adequadamente, a maioria dos casos encontrados; o que evidentemente faz surgir barreiras para um tratamento curativo definitivo.
a) doenças sistêmicas e deficiências nutricionais;
Doenças, como a neutropenia cíclica e agranulocitose, e portadores do vírus HIV, problemas gastrointestinais, incluindo doença de Crohn, e colite ulcerativa e como deficiências nutricionais às relacionadas ao ácido fólico, zinco, vitaminas B1, B2 e B12.
b) alergia a alimentos;
Alergia ao leite da vaca e trigo.
c) infecções;
Associação de uma bactéria ou vírus, que causam as UAR, tem sido sugerida, mas os estudos são inconclusivos.
d) predisposições genéticas;
Pacientes com história familiar de UAR podem desenvolver mais cedo esta doença e mais severamente que os que não apresentam história familiar.
Outro lado é que as UAR podem estar mais comumente presentes em gêmeos idênticos do que entre os não idênticos.
e) desordens imunológicas;
UAR mais comuns em pacientes com doença de Behçet’s e HIV positivos.
A imunopatogênese da UAR pode envolver um desequilíbrio entre células indutoras T. helper e células supressoras T. O antígeno, que precipita esta reação é desconhecido, mas muitos fatores são incluídos como trauma, microorganismos e alergias a alimentos.
f) indução por drogas;
Drogas anti-inflamatórias não esteróides, methotrexato, daunorubicin e medicamentos como as penicilinas, sulfanamidas, barbitúricos e foscarnet, devendo-se fazer um estudo para a possibilidade de não ser simplesmente uma reação de sensibilidade ao uso destes medicamentos.
g) pacientes com HIV;
h) Traumas locais;
Como: mordidas acidentais; aparelho ortodôntico; escovação; alimentos duros; próteses mal adaptadas.
i) Alterações hormonais durante o ciclo menstrual.
A maioria das aftas dura em média de 1 a 2 semanas e costuma curar sem deixar cicatriz, porém, algumas pessoas apresentam aftas grandes, chamadas de aftas major, maiores que 1cm e profundas. Estas demoram até 6 semanas para desaparecer e podem deixar cicatriz. Existe ainda a afta herpetiforme, formada por múltiplas úlceras pequenas que se juntam e transformam-se em uma lesão grande.
As aftas podem vir acompanhadas de linfonodos no pescoço (ínguas), e por vezes, de febre baixa e mal estar.
O diagnóstico profissional

Dado que se trata de um problema freqüente que geralmente não apresenta complicações, mas que incomoda, muitas pessoas optam por deixar que o processo siga seu curso normal utilizando paliativos para aliviar a dor. Uma consulta com o dentista ou médico estomatologista deve ser avaliada quando:
- a afta for excepcionalmente grande
- as aftas forem recorrentes com surgimentos de novas logo após a cicatrização das primeiras.
- a afta demorar mais de 3 semanas para cicatrizar
- houver sinais de infecção na área da afta
- houver sintomas sistêmicos que sugiram a presença de alguma doença
- houver febre
- houver úlceras também nos órgãos genitais
Quando se preocupar com uma afta?
Apesar de benigna na imensa maioria dos casos, a afta pode ser uma manifestação de doenças sistêmicas ou pode ser confundida com lesões graves como neoplasia da cavidade oral.
E qual o tratamento para a afta?
Não existe remédio milagroso para afta. Nenhuma substância cura a úlcera de um dia para o outro. Como a afta costuma durar até 2 semanas, os tratamentos atuais visam a acelerar o processo de cicatrização da lesão.
É importante distinguir as pomadas que contém apenas anestésicos, e portanto, servem apenas para alívio sintomático, daquelas com corticóides e antiinflamatórios em sua fórmula, que efetivamente podem acelerar a cicatrização.
Medicações sistêmicas e tópicas são mais comumente usadas, mas o uso de laser de baixa potência tem se tornado cada vez mais comum no tratamento de lesões aftosas e até mesmo de herpes.
Os benefícios clínicos trazidos pelos soft laseres estão relacionados à aceleração da atividade enzimática, aceleração na regeneração das artérias sanguíneas, melhora no fluxo sanguíneo e ativação dos tecidos vitais. São utilizados, portanto, como efeito analgésico antiinflamatório e bioestimulante
Na internet é muito fácil achar inúmeras receitas caseiras para tratar as aftas. Deve-se ter cuidado com o que se aplica na lesão para não aumentar a inflamação e piorar o quadro.

domingo, 18 de abril de 2010

Câncer bucal

Como se desenvolve o câncer bucal?
O câncer bucal é um tumor maligno que se desenvolve a partir de uma célula que sofre uma série de alterações genéticas. Essas alterações influenciam a diferenciação, o crescimento e a morte celular. A célula “defeituosa”, diferentemente das outras, passa a se multiplicar desordenadamente, transformando-se num corpo estranho ao organismo.



O câncer bucal é comum?

Sim, a incidência mundial de câncer bucal varia de país para país (2% a 8%). Canadá, Austrália e França têm taxas elevadas. A Índia é o país de mais alta incidência (48% a 70%) devido a práticas culturais exóticas, como o hábito de colocar o cigarro com a ponta acessa voltada para o interior da boca e o uso do betel. No Brasil, as taxas são elevadas, sendo o câncer bucal o 6º tipo mais comum entre os homens e o 8º entre as mulheres (INCA - Instituto Nacional do Câncer, Ministério da Saúde, Brasil).

Quais são os fatores de risco para o câncer bucal?

Os principais fatores de risco são: uso do tabaco, consumo freqüente de bebidas alcoólicas e exposição excessiva à radiação solar. Alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento do câncer bucal, como: má higiene bucal; dentes quebrados; próteses removíveis parciais ou totais mal adaptadas, com conseqüentes irritantes locais; dieta pobre em vitaminas A, C, E e o vírus HPV (papilomavírus humano). Outros fatores ainda estão sendo estudados para se verificar sua relação com o câncer bucal, como: o uso de chimarrão, o consumo de carne grelhada (churrasco) e a fumaça do fogão de lenha.

Se diagnosticado precocemente, quais as chances de cura do câncer bucal?

Quanto mais cedo for descoberto e adequadamente tratado, maior será a chance de cura e sobrevida do paciente. A expectativa de cura varia de 85% a 100% quando o câncer é diagnosticado e tratado na fase inicial.

Como proceder ao auto-exame da boca?
Diante de um espelho, após retirar próteses ou outros aparelhos removíveis:
1) veja se em seu rosto há algum sinal que você não notou antes;
2) observe no lábio se há manchas ou feridas;
3) puxe o lábio de baixo e examine-o por dentro; faça o mesmo com o lábio de cima;
4) abra a boca e estique a bochecha; faça isso dos dois lados;
5) ponha a língua para fora e observe sua parte de cima;
6) puxe a ponta da língua para o lado direito e depois para o lado esquerdo e observe as laterais da língua;
7) coloque a ponta da língua no céu da boca e examine a parte de baixo da língua e o soalho da boca;
8) incline a cabeça para trás e examine o céu da boca; 9) ponha a língua pra fora, diga “A, A, A,...” e observe a garganta.


Clique no link a seguir e veja vídeo demonstrativo:


Quais os sinais indicativos de alguma “anormalidade” na boca?

Feridas que não cicatrizam em 2 semanas; manchas brancas, vermelhas ou negras; carnes crescidas; caroços; bolinhas duras e inchaço na boca; dificuldade para movimentar a língua; sensação de dormência na língua; dificuldade para engolir. A presença de qualquer um desses sinais merece um exame mais detalhado, com encaminhamento do paciente ao cirurgião-dentista estomatologista.

Qual a freqüência recomendada para a realização do auto-exame da boca?

Para pessoas não-fumantes, recomenda-se fazer o auto-exame bucal a cada 6 meses e, para os fumantes, a cada 3 meses. O ideal é fazer 1 vez por mês para que qualquer alteração da normalidade da boca seja prontamente detectada.

Qual profissional deve ser procurado caso o paciente encontre alguma lesão na boca?

O cirurgião-dentista estomatologista é quem diagnostica e trata todas as lesões e doenças bucais. No caso de câncer bucal, após diagnóstico, o paciente é encaminhado para tratamento em centros especializados em Oncologia ou para o médico oncologista.